Como bem ensina Dalmo de Abreu
Dallari, citando Ralph Fuchs e Edgar Bodenheimer, há a “necessidade de se
preparar o profissional do Direito para ser mais do que um manipulador de um
processo técnico, formalista e limitado a fins imediatos”. [1],
Nessa esteira, o supracitado
autor assevera que três pontos devem ser ressaltados: “a) é necessário o
conhecimento das instituições, pois quem vive numa sociedade sem consciência de
como ela está organizada e do papel que nela representa não é mais do que um
autômato, sem inteligência e sem vontade; b)é necessário saber de que forma e
através de que métodos os problemas sociais deverão ser conhecidos e as
soluções elaboradas, para que não se incorra no gravíssimo erro de pretender o
transplante, puro e simples, de fórmulas importadas, ou a aplicação simplista
de ideias consagradas, sem a necessária adequação às exigências e
possibilidades da realidade social; c) esse estudo não se enquadra no âmbito
das matérias estritamente jurídicas, pois trata de muitos aspectos que irão
influir na própria elaboração do direito.”[2]
Como já
dizia Bertold Brecht: "o pior analfabeto é o analfabeto político, ele não
ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o
custo da vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e
do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o
imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e
lacaio das empresas nacionais e multinacionais"[3]
[1]
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de Teoria Geral do Estado. 20 ed. São Paulo:
Saraiva, 1998, p. 1
[2]
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de Teoria Geral do Estado. 20 ed. São Paulo:
Saraiva, 1998, p. 1-2
[3]
Antologia poética de Bertold Brecht. Disponível em http://culturabrasil.pro.br/brechtanlogia.htm,
Acesso em: 16 jan. 2008 apud DIAS, Reinaldo. Ciência Política, 2 ed. São Paulo,
Atlas, 2013, p. 7.
Nenhum comentário:
Postar um comentário