Existe uma representação imaginária do real? Um discurso dominante em tudo o que lemos e ouvimos, por exemplo? Não há dúvida, por isso em sala de aula sempre aconselhamos a leitura de todos os tipos de correntes, tentando-se buscar uma síntese dos fatos que chegam para nós, no cotidiano, por diversos meios.
Lenio Luiz Streck e José Luis Bolzan de Morais, na fantástica obra Ciência Política & Teoria do Estado, asseveram "a importância que se assume na pesquisa social e política a revelação daquilo que está escondido, assim como a análise e a crítica das ideologias." (Editora Livraria do Advogado, 2014, p.20)
Mas, afinal, o que é ideologia?
Para definir ideologia, Marilena Chauí assim aduz:
"não é apenas a representação imaginária do real para servir ao exercício da dominação em uma sociedade fundada na luta de classes, como não é apenas a inversão imaginária do processo histórico no qual as ideias ocupariam o lugar dos agentes históricos reais. A ideologia, forma específica do imaginário social moderno, é a maneira necessária pela qual os agentes sociais representam para si mesmos o aparecer social, econômico e político, de tal sorte que essa aparência (que não podemos simplesmente tomar como sinônimos de ilusão ou falsidade), por ser o modo imediato e abstrato de manifestação do processo histórico, é o ocultamento ou a dissimulação do real. Por isso, universalizando o particular pelo apagamento das diferenças e contradições, a ideologia ganha coerência e força porque é um discurso lacunar que não pode ser preenchido" (CHAUÍ, Marilena de Souza. Cultura e Democracia: o discurso competente e outras falas. 3 ed. São Paulo: Moderna, 1982, p.2-3).
Apesar do texto reduzido fica o convite para que todos peguem os seus livros (não importa qual) e busquem o que é crítica e o que é ideologia. Também é válida pesquisa na internet ou meios diversos. O importante é ler. Muito e sempre!!!
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