Lenio Luiz Streck e Jose Luiz Bolzan de Morais (Ciência Política &Teoria do Estado. 8 ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2014, p19-20) trazem questões que jamais devem ser esquecidas por um estudante de ciência política:
"Em síntese, repetindo Bobbio, a Ciência Política, compreendida como ciência do homem e do comportamento humano, tem em comum, com todas as outras ciências humanísticas, dificuldades específicias que derivam de algumas características da maneira de agir do homem, das quais três são particularmente relevantes:
A - O homem é um animal teleológico, que cumpre ações e se serve de coisas úteis para obter seus objetivos, nem sempre declarados, e muitas vezes, inconscientes, não podendo a Ciência Política prescindir, desse modo, da presença da psicologia e da psicanálise;
B - O homem é um animal simbólico, que se comunica com seus semelhantes através de símbolos - dos quais o mais importante é a linguagem. O conhecimento da ação humana exige a decifração e a interpretação destes símbolos, cuja significação é quase sempre incerta, às vezes desconhecida, e apenas passível de ser reconstruída por conjecturas;
C - O homem é um animal ideológico, que utiliza valores vigentes no sistema cultural no qual está inserido, a fim de racionalizar seu comportamento, alegando motivações diferentes dos reais, com o fim de justificar-se ou de obter o consenso dos demais."
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