Nascido em Paris no ano de 1805, Tocqueville faleceu jovem, em razão de sua frágil saúde, no ano de 1859.
Sua ida para os Estados Unidos o fez reconhecer que a democracia e igualdade norte-americana tinham progredido mais do que em outros países. Porém, advertia que os perigos da democracia seriam o materialismo e excesso de individualismo.
Em 1848 fez um inflamado discurso na Assembleia Constituinte da França, afirmando que os ideais da Revolução Francesa traziam, implicitamente, um futuro de democracia e a rejeição do socialismo.
Toquecivlle argumentava contra o socialismo, seguindo três frentes: 1) ignoraria vários ideais humanos, como a generosidade e a virtude, jogando com as paixões materiais dos homens; 2) ao ignorar a propriedade privada, vitaria algo essencial para a liberdade; 3) O socialismo desprezava o indivíduo.
O Socialismo, segundo o autor, sufocaria a iniciativa individual através de um Estado sufocador que se tornaria o "senhor de cada homem". Para ele, democracia e socialismo seriam o oposto.
Tocqueville reconhecia que os ideais da Revolução Francesa tinham sido traídos, com a obtenção de privilégios e muita corrupção. Isso seduziria as classes mais baixas aos ideais do socialismo.
A solução para o problema não seria encontrada no socialismo, mas no ideal revolucionário de uma sociedade livre e sem classes. O socialismo atiçaria os donos de propriedades contra o proletariado, recriaria divisões sociais.
Tocqueville deslumbrava uma sociedade democrática com crescimento de empresas e com a proteção dos pobres e vulneráveis pela caridade cristã.
"O SOCIALISMO É UM NOVO SISTEMA DE SERVIDÃO"
"A DEMOCRACIA VISA À IGUALDADE NA LIBERDADE. O SOCIALISMO DESEJA A IGUALDADE NA LIMITAÇÃO E NA SERVIDÃO"
ALEXIS DE TOCQUEVILLE
Principais obras: "Da democracia na América" (1835, 1840), "O antigo regime e a revolução" (1856)
Fonte: O livro da Política. Paul Kelly...[et al]. São Paulo: Globo, 2013, p. 170 e 171.
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